Esse grupo tem o objetivo de compartilhar informações sobre eventos (Palestras, Congressos, Simpósios etc), cursos (virtuais ou presenciais, gratuitos ou pagos), vídeos e trabalhos (livros, artigos...) que estejam no campo da Teologia e/ou Ciências da Religião.
https://www.facebook.com/groups/448541341931064/
terça-feira, 13 de agosto de 2013
quarta-feira, 15 de maio de 2013
A Arquidiocese de Belo Horizonte e o seu protagonismo leigo pré Concílio Vaticano II
Resumo
Através deste artigo, procuro entender o posicionamento do autor Carlos Fragoso Filho, o qual afirma que o Concílio Vaticano II, mesmo com suas transformações de avanço para a Igreja, deixou a Igreja-local de Belo Horizonte num “estado de perplexidade que paralisou em parte, o vigor de sua ação pastoral”. Diante disso, procuro entender essa afirmação do autor, através de uma pesquisa histórica, bibliográfica e por meio de documentos da época, tomando como referência a ação do primeiro (arce)bispo D. Antônio dos Santos Cabral e a ação pastoral do Arcebispo D. João Resende Costa no período pré-Vaticano II. Tomo como referência, fundamentalmente, os Jornais: O Horizonte (1923-1934) e O Diário (1935-1972), a tese de doutorado de José Henrique Cristiano Matos, Um estudo histórico sobre o catolicismo militante em Minas, entre 1922 e 1936 e a obra de João Camillo de Oliveira Torres, A Igreja de Deus em Belo Horizonte, descrevendo a história da Arquidiocese, em comemoração aos 50 anos de sua criação.
Segue o link com o arquivo em pdf (visualização online, podendo ser baixado).
Meu texto está na página 455.
La teología de la liberación en prospectiva
segunda-feira, 13 de maio de 2013
Rhaner e Hick e alguns dos seus paradigmas a respeito do Ecumenismo
1
Paradigmas Cristológicos
1.1 Inclusivista
Nessa teoria “as diversas religiões da humanidade são
portadoras de valores soteriológicos positivos para os seus membros, pois nelas
e através delas manifesta-se a presença operativa de Jesus Cristo e seu
mistério salvífico”
Karl
Rhaner – Teologia da “presença de Cristo nas religiões”
Para Rhaner:
- A Revelação de Deus encontra-se presente e ativa na história da humanidade [incluindo a história das religiões];
- Jesus é a mais sublime, absoluta e irrevogável auto comunicação de Deus ao homem, como o seu vértice escatologicamente vitorioso, e o cristianismo e a Igreja como portadores da memória desta auto comunicação divina;
- A operante presença mistérica de Jesus Cristo está nas diversas religiões;
- Cria a definição de Cristianismo Anônimo: desdobramento de sua perspectiva inclusivista e cristocêntrica.
1.2 Pluralista
O cristianismo não é o único meio de salvação, sendo que,
outras religiões também são legítimas portadoras de salvação. O meio de
salvação não é Cristo, mas a compreensão de Deus (simplesmente).
John
Hick e a centralidade do Real
Para Hick:
· A encarnação divina de Jesus é metafórica e não
literal, sendo apenas um ser humano aberto às influências de Deus e que soube
realizar o propósito divino para a vida humana;
·
Filho de Deus significa “servo especial de
Deus”;
·
Deus Filho não significa Filho de Deus;
·
A crença cristã da encarnação é uma linguagem
mítica;
·
Jesus Cristo deixa de ser constitutivo e
normativo da salvação;
·
É arbitrário e irrealista pensar em Cristo como
única e exclusiva fonte de salvação;
·
O amor de Deus não se esgota em Jesus.
2 Comparação
do pensamento dos dois teólogos.
Apesar de Hick limitar Jesus como um ser humano
que realizou os propósitos de Deus, esse pensamento se aproxima de Rahner,
quando ele coloca o ser humano como auto comunicação de Deus [de modo
ontológico].
3 Reflexão
Rahner é feliz nas suas afirmações, pois,
não nega a importância de Cristo, mantendo sua identidade cristã, porém,
reconhece a presença universal da graça à liberdade, a qual conduz a caminhos
dinâmicos de salvação. Reconhecendo nas outras religiões, cristãs e não-cristãs
destacando seus valores positivos.
John Hick é equivocado quanto a sua
identidade cristã ao separar Cristo de Deus, portanto, um herege, ao fazer
reflexões sobre Jesus que foram superadas nos primórdios do Cristianismo.
Porém, é correto ao afirmar que o cristianismo não é o único e exclusivo meio
de salvação. Partindo disso, penso que, mesmo uma religião que não professa uma
fé trinitária, mas acredita em Deus, assume o próprio Cristo como salvador
(implicitamente), pois, Jesus Cristo é o Deus Filho que não pode ser separado
do Pai.
domingo, 12 de maio de 2013
Breve comentário sobre o Concílio Niceno II
Após as controvérsias cristológicas e
trinitárias superadas pelos concílios anteriores, o concílio Niceno II, surge
pra resolver as questões iconoclastas, levantadas por Constantino V que não
aceitava as representações do divino. Irene, atuando como imperatriz regente,
no lugar de seu filho que ainda era criança, convoca o concílio com o intuito
de por um fim na heresia iconoclasta. Nesse concílio é reafirmado o culto as
imagens, como forma de veneração aos santos representados por eles, distinguindo
claramente do culto de adoração, que é somente a Deus.
Porém, depois de Irene, a iconoclastia
volta com vigor, através do imperador Leão V, rejeitando o Concílio Niceno II.
Com a morte de Leão, a esposa do imperador Teófilo, através de um sínodo fecha
as questões a respeito das imagens, legitimando o culto.
Breve comentário sobre o Quarto Concílio de Constantinopla ou “Quinisexto”
Justiniano, preocupado com o aspecto
prático e doutrinário da Igreja, vê nos dois concílios anteriores apenas a
questão doutrinária. E temendo um avanço político da Igreja, perdendo o caráter
que ela devia ter, junto com o Patriarca de Constantinopla Paulo III,
convocaram um concílio disciplinar. Porém, as questões práticas apenas
completavam as deliberações do quinto e sexto concílios ecumênicos, daí o nome
“Quinisexto”.
Atrás das boas intenções de Justiniano,
estava o desejo de decodificar o direito da Igreja como o fez no romano. E a
Igreja romana, não aceitava a idéia de uma decisão ser tomada sem aviso prévio.
Além disso, fica descontente, pois os
cânones eram contrários à Roma, condenando algumas práticas ocidentais, como o
celibato e jejum aos sábados da Quaresma. Nisso, percebe-se o que Justiniano
não o viu, as duas Igrejas já se encontravam distantes, com autonomia e
identidades próprias.
Breve comentário sobre o Concílio Constantinopolitano II
Após o Concílio de Calcedônia, houve
tensões entre Roma e Constantinopla, destacando-se a questão dos Três
Capítulos, que consistia na preposição anematizando Teodoro de Mopsuéstia e
seus escritos; todas as obras de Teodoreto de Ciro e as cartas de Iba de Edessa
a “Mari”. E saber se eles eram ou não ortodoxos, já que suas obras eram “não
calcedonianas”.
O Imperador Justino, com a pretensão de
encorajar a ortodoxia, e aceitar as decisões do Concílio de Calcedônia, que não
foram aceitas pelos três “não calcedonianos”, cogita a assinatura dos Três
Capítulos e pressiona o Papa Vigílio, já que este se recusava a assinar o
texto.
Diante dessa tensão foi convocado um
concílio, o Constantinopolitano II, e o Papa Vigílio se encontrava numa
situação difícil, pois queria participar do concílio, porém queria evitar um
confronto direto com Justiniano, além de que os bispos ocidentais não o
perdoariam caso participasse de um concílio que ele havia renegado. O concílio
tratava do monofisismo e do origenismo.
Justiniano colocou Pelágio no poder papal, mas sob a
condição de que aceitasse as decisões do concílio, já que era contrário a essas
idéias. Com isso, Justiniano conseguiu diminuir a oposição na Itália. Mas, não
conseguiu resolver a questão monofisista, que não aceitaram suas decisões. E
mesmo, promulgando um decreto que aceitava moderadamente os monofisistas, teve
um fracasso.
sábado, 11 de fevereiro de 2012
Qual o significado e a amplitude de Trento, inclusive para os dias atuais?
Trento, apesar de ter surgido no período da Reforma Protestante e ter sido concebido como Contra Reforma, nasceu de uma necessidade que vinha durando vários séculos e teve nesse período, o estopim, pois começara a perder seus fiéis para o protestantismo. Logo, o Concílio não foi uma Contra Reforma, mas sim, uma Reforma Católica, que via a necessidade de afirmar sua identidade diante do novo grupo que surgia.
Trento visa uma reforma desde o alto clero, presente em Roma, até os párocos das mais simples paróquias. É a partir de então, que tem fim o período de escândalos entre os papas e o início da preocupação espiritual. Também entre os bispos, cresce o zelo apostólico e pastoral, por isso, terão que fazer pregações e não poderão ficar ausentes de suas dioceses por longo período.
No campo dos estudos teológicos, são valorizados os estudos das Escrituras sob a luz da Tradição e do Magistério. Método, que de certa forma, ainda é usado, excluindo o conceito de sola scriptura.
Na formação dos padres e criação de seminários, cresceu um rigorismo para evitar escândalos no clero. Os métodos de formação dessa época ainda têm resquícios entre os conservadores considerados ultramontanos.
Desse período, afirmou “identidades” que ainda estão presentes no seio das comunidades, como: hierarquia, forte devoção a Maria, valorização dos sacramentos. Os excessos deram origem a uma religiosidade popular e pouco crítica.
Assinar:
Postagens (Atom)