O homem, não é apenas sapiens, ser que pensa, mas também orans, ser que ora, que reconhece sua natureza, a história da salvação e dá sua resposta através da oração. Com a oração, somos capazes de encontrar nossa identidade junto a Deus, conhecendo-o mais, pois quando estamos orando para Ele, reconhecemos Nele o motivo da nossa vocação. Os Padres da Igreja diziam que não é possível falar de Deus se não o experenciamos e conversamos com Ele.
Na oração, se reconhece a fé num Deus pessoal, vivo; na sua presença real e na confiança de que Ele nos falou e continua nos revelando. As orações feitas aos santos e a Virgem Maria se diferem por não serem de culto ou adoração, mas da manifestação da fé comunicada na comunhão dos santos. [B. Häring, pág. 843]
“O cristão que reza sabe o que é a vida eterna: conhecer a Deus como Pai do Senhor Jesus, conhecer Cristo como verdadeiro Deus e verdadeiro homem, mediador entre nós e o Pai, e crer no Espírito Santo que ora em nós.” (B. Häring, pág. 842)
Deus se apresenta como aquele que ama sua obra, por isso, se encarna através de Jesus, Deus-Filho e como um pai que ama seu filho, está sempre atento e à espera das orações dos seus filhos, toda humanidade. E ao escutar sua palavra, respondemos dizendo “Graças a Deus” ou “Glória a vós, Senhor”, que acolhemos sua palavra com gratidão. (B. Häring, pág. 846)
Assim como Jesus, chamamos a Deus de Pai, e como “filhinhos”, pedimos e agradecemos. Ele se deixa ser visto através de Jesus Cristo, passando de Deus criador onipotente para o Deus que ama sua criação. Jesus nos ensina a rezar e o Espírito Santo nos dá sabedoria e gosto pela oração correta (B. Häring, pág. 843). Logo a Santíssima Trindade é a melhor comunidade, de amor, de fonte e sentido para nossa oração.
A oração do cristão tem seu ápice na eucaristia. Nela adoramos o Pai pelo Cristo Total e através do Espírito, recebemos o dom capaz de nos transformar.
“A eucaristia é o centro do culto da Igreja; ela sempre cria de novo a comunhão de fé, de esperança, de caridade e adoração em espírito e em verdade”. (B. Häring, pág. 845)
FIORES, Stefano de; GOFFI, Tullo. Dicionário de Espiritualidade (org), Paulus, 1993.
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